quarta-feira, abril 22, 2009
Abestunto
Era uma vez um abestunto. Não sei o que é um abestunto, nem sequer sei se existe um abestunto. Mas se existir um abestunto este post é sobre ele.
Sobreviventes
Dez sobreviventes decidiram que se comeriam uns aos outros e que a Esperança seria a última a morrer.
A Joana Esperança agradeceu emocionada.
A Joana Esperança agradeceu emocionada.
quarta-feira, abril 08, 2009
quinta-feira, abril 02, 2009
Mais feliz

Sou muito mais feliz desde que descobri que, afinal, bebo água para não haver poeira quando faço cocó.
Cadela
Eu tive uma cadela
Agora não tenho
Porque já não sei dela
Tive-a com empenho
Tive-a com dedicação
Mas agora já não
Lembro-me do calor
Lembro-me do amor
Da cadela gigante
Como o Frei borbulhante
Eu tive uma cadela
Mergulhado num lavatório
Fiz-lhe emocionante velório
E agora não sei dela.
Eu tive uma cadela
Com pêlo macio e sedoso
De ladrar meio fanhoso
E pele meio amarela
Eu tive uma cadela
E agora não sei dela
Agora não tenho
Porque já não sei dela
Tive-a com empenho
Tive-a com dedicação
Mas agora já não
Lembro-me do calor
Lembro-me do amor
Da cadela gigante
Como o Frei borbulhante
Eu tive uma cadela
Mergulhado num lavatório
Fiz-lhe emocionante velório
E agora não sei dela.
Eu tive uma cadela
Com pêlo macio e sedoso
De ladrar meio fanhoso
E pele meio amarela
Eu tive uma cadela
E agora não sei dela
Ai ai... tenham muito medo...
Formiga
Zuzinha conhecia Filipolas desde 1614, mais exactamente desde o dia 7 de Fevereiro de 1614, pelas 14h32. Ambos estavam na casa de BB, mulher de 138 anos, que vivia babando-se para cima de fotos de homens semi-despidos e de fotos de homens semi-nus.
Zuzinha era alta e baixa, tinha olhos verdes ou azuis ou castanhos ou pretos ou cinzentos. Zuzinha era cantora ou fabricante de sacos de água quente, com secreto fetiche por artes marciais. Vivia com uma cadela de nome Cadela, e ostentava no rosto coisas tão diferentes umas das outras como um nariz, dois olhos, duas orelhas e um queixo. Zuzinha e Filipolas costumavam juntar-se para matar formigas junto ao pelourinho da vila de Marestrum, hoje conhecida como Bralhão. Eram grandes amigos embora não o fossem um do outro. O que os ligava era apenas e só o hediondo desejo de sangue de formiga.
Zuzinha era alta e baixa, tinha olhos verdes ou azuis ou castanhos ou pretos ou cinzentos. Zuzinha era cantora ou fabricante de sacos de água quente, com secreto fetiche por artes marciais. Vivia com uma cadela de nome Cadela, e ostentava no rosto coisas tão diferentes umas das outras como um nariz, dois olhos, duas orelhas e um queixo. Zuzinha e Filipolas costumavam juntar-se para matar formigas junto ao pelourinho da vila de Marestrum, hoje conhecida como Bralhão. Eram grandes amigos embora não o fossem um do outro. O que os ligava era apenas e só o hediondo desejo de sangue de formiga.
Rhythm Blues
Um dia a BB foi ter à BP pôr gasolina no VW. Depois foi ao PD comprar OB.
De novo no VW a BB encontrou a BT. A BT pediu à BB o BI e a BB deu o BI à BT.
Quando a BT devolveu o BI à BB a BB levou o VW até casa ouvindo a RR pelo caminho.
Ao chegar a casa BB trocou o OB ligou a TV ligou o PC que estava com problemas no HD e adormeceu ao som de RB.
De novo no VW a BB encontrou a BT. A BT pediu à BB o BI e a BB deu o BI à BT.
Quando a BT devolveu o BI à BB a BB levou o VW até casa ouvindo a RR pelo caminho.
Ao chegar a casa BB trocou o OB ligou a TV ligou o PC que estava com problemas no HD e adormeceu ao som de RB.
Remelas
Filipolas levantou-se cedo naquele dia. Não sabia bem porque se tinha levantado cedo naquele dia. Mas o que é um facto é que se tinha levantado cedo naquele dia. De olhos abertos, Filipolas observava uma teia de aranha que se alojava num dos cantos do seu quarto. Não sabia bem porque de olhos abertos observava uma teia de aranha que se alojava num dos cantos do seu quarto. Mas o que é um facto é que de olhos abertos observava uma teia de aranha que se alojava num dos cantos do seu quarto.
Sentado na cama, Filipolas tirava as remelas dos olhos. Filipolas podia não saber bem porque tirava as remelas dos olhos mas o que é um facto é que tirava as remelas dos olhos há quase dez minutos.
Sentado na cama, Filipolas tirava as remelas dos olhos. Filipolas podia não saber bem porque tirava as remelas dos olhos mas o que é um facto é que tirava as remelas dos olhos há quase dez minutos.
quarta-feira, abril 01, 2009
PaRaBéNs
Banda gástrica
Zuzinha era baterista na banda gástrica de BB. BB berrava a plenos pulmões definhados pelo excesso de Filipolas, tabaco cubano de grande concentração e inteligência. Algures no tempo haviam perdido a noção, haviam perdido o controlo, haviam perdido o comboio que os levaria bem mais perto de ficar bem mais longe.
BB berrava a plenos pulmões por um punhado de grãos com que encher o papo. Vivia apaixonada por um Galo de Barcelos que conhecera na Feira do Feijó. Tinha ficado vidrada pelas cores, pelo interior oco do Galo de Barcelos que condizia tão bem com o seu interior também ele oco.
E Zuzinha tocava bateria na banda gástrica de BB como se a bateria fosse extensão da sua própria intenção de viver pelo menos até ao dia em que morrer. Dissera-o na sua mais recente viagem pelos países onde só vai quem tem rancho para aguentar tantos dias de jornada.
Filipolas era um jovem nascido a medo na desaparecida cidade de Antigodas. A sua mãe, Bracara Augusta, expulsou-o de casa aos três meses de idade quando descobriu que Filipolas era devorador de bolachas Filipinos. Emigrou para Cuba e viveu 23 anos dentro das barbas de Fidel Castro. O aparecimento do seu nome como marca de tabaco cubano de grande concentração e inteligência foi apenas mais uma parvoíce que resolvi acrescentar nesta já idiota história.
BB tinha uma banda gástrica onde Zuzinha tocava bateria para não ter de ouvir BB berrar a plenos pulmões definhados pelo excesso de Filipolas.
BB berrava a plenos pulmões por um punhado de grãos com que encher o papo. Vivia apaixonada por um Galo de Barcelos que conhecera na Feira do Feijó. Tinha ficado vidrada pelas cores, pelo interior oco do Galo de Barcelos que condizia tão bem com o seu interior também ele oco.
E Zuzinha tocava bateria na banda gástrica de BB como se a bateria fosse extensão da sua própria intenção de viver pelo menos até ao dia em que morrer. Dissera-o na sua mais recente viagem pelos países onde só vai quem tem rancho para aguentar tantos dias de jornada.
Filipolas era um jovem nascido a medo na desaparecida cidade de Antigodas. A sua mãe, Bracara Augusta, expulsou-o de casa aos três meses de idade quando descobriu que Filipolas era devorador de bolachas Filipinos. Emigrou para Cuba e viveu 23 anos dentro das barbas de Fidel Castro. O aparecimento do seu nome como marca de tabaco cubano de grande concentração e inteligência foi apenas mais uma parvoíce que resolvi acrescentar nesta já idiota história.
BB tinha uma banda gástrica onde Zuzinha tocava bateria para não ter de ouvir BB berrar a plenos pulmões definhados pelo excesso de Filipolas.
Largado
Hoje estou para aqui
Largado
Mas vou levantar-me
E vou até ali
Sem chegar cansado.
Estou a preocupar-me
Com a falta de uma bolacha
Porque o meu corpo não relaxa
Porque está tenso
Depois de um dia
Que foi tudo menos intenso
Em que disse à Maria
Coisas baris
Como alumínio
E funis
Em que lhe falei do extermínio
De formigas
E de convidar umas amigas
Para com elas jogar xadrez
Uma de cada vez.
Estou em pulgas
Mas não é o que julgas.
Estou cheio de comichão
No joelho direito
Mas não levo muito a peito
A vontade que tenho
De que comer carapaus
Beber vinho nortenho
Ensinar dois fedelhos
A deixarem de ser maus
E tirar três coelhos
De dentro da cartola
Antes que me caguem a tola
Com aqueles caganitas
Redondas e nada bonitas.
Recebi um telefonema
E convidaram-me para o cinema
Mas depois telefonaram
A dizer que se enganaram
Só que eu não atendi
Porque logo me dirigi
Para a porta da entrada
E lá esperei
E lá desesperei
Porque ninguém me dizia nada
E com cara de idiota
Encostado à porta
Fiquei largado
Fiquei abandonado…
Largado
Mas vou levantar-me
E vou até ali
Sem chegar cansado.
Estou a preocupar-me
Com a falta de uma bolacha
Porque o meu corpo não relaxa
Porque está tenso
Depois de um dia
Que foi tudo menos intenso
Em que disse à Maria
Coisas baris
Como alumínio
E funis
Em que lhe falei do extermínio
De formigas
E de convidar umas amigas
Para com elas jogar xadrez
Uma de cada vez.
Estou em pulgas
Mas não é o que julgas.
Estou cheio de comichão
No joelho direito
Mas não levo muito a peito
A vontade que tenho
De que comer carapaus
Beber vinho nortenho
Ensinar dois fedelhos
A deixarem de ser maus
E tirar três coelhos
De dentro da cartola
Antes que me caguem a tola
Com aqueles caganitas
Redondas e nada bonitas.
Recebi um telefonema
E convidaram-me para o cinema
Mas depois telefonaram
A dizer que se enganaram
Só que eu não atendi
Porque logo me dirigi
Para a porta da entrada
E lá esperei
E lá desesperei
Porque ninguém me dizia nada
E com cara de idiota
Encostado à porta
Fiquei largado
Fiquei abandonado…
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