quinta-feira, outubro 29, 2009

Inspira.. Expira...


Inspira.. Expira....

Pronto... o Rui Paulo pediu para eu vir cá expir(r)ar... eu vim.
Aproveitei e inspirei também.

quarta-feira, outubro 28, 2009

Água




Comprei uma água
Uma água acho que comprei
Mas com muita mágoa
Penso que me enganei
Uma água como?
Uma água bebo?
Bem que eu concebo
Uma água ser uma
Bem que num assomo
Não há dúvida nenhuma
Nem a mais pequena…
Mas… numa atitude serena
Olhando a garrafa
Com gargalo de girafa
Me pergunto intrigado
Porque se intrigado não estivesse
Ficava bem calado
Ou então dizia alegremente
Nem arrefece nem aquece
A dúvida premente:
É uma água ou são duas
Faria um inquérito nas ruas
Para me esclarecer
Para me tirar do escuro
Para eu saltar o muro
E ficar a saber
A razão do que me chateia
Antes que a garrafa fique meia
E uma água já não tenha.
Que meia água já só eu tenha.

Imxetãte puhéticu

Ali fantes
Li o pardos
Chamê-te portantes
Comós enfardos
Do coração
Atão

Espaços

Era noite escura, tão escura que não se via nada. viam-se pessoas, carros, cães, gatos... mas nada não se via. Nas ruas, as pessoas passavam umas pelas outras sem falar. Contudo acenavam umas às outras e as outras nem ligavam os carros pois com a pressa, com a persistência e vontade consegue ter-se tudo.
Nos bares e cafés, as pessoas tomavam café, tomavam aspirinas, tomavam comprimidos para o enjoo e comprimidos para dormir porque no fim de mais uma noite amanhace sempre mais um dia.
Eram horas de trabalhar de novo, porque trabalhar de velho é coisa que não dá rendimento pois a idade não tem piedade. Nem piedade nem outra coisa qualquer tal é o egoísmo que dia após dia porque se não fosse assim haveria graves problemas com os calendários.
Trabalhar para ganhar o pão, o vinho, o tabaco, as revistas, os DVD's virgem que tiramos da net sem parar para tomar um antibiótico para as anginas de peito de frango assado.
Finalmente, o almoço que casou com a almoça e tiveram pequenos-almoços e viveram uma felicidade sem limites, sem dinheiro, sem casa para viver ou jazigo para morrer.
E a tarde que não passa, logo hoje que tanto precisava de lhe falar. Deve ter sido a sua mãe que não a deixa sair de casa.
Chegou ao fim mais um dia de trabalho. Fiz-lhe o enterro, coitado, não tinha família. Chorámos o que pudemos e o que não pudemos guardámos num tupperware no frigorífico para outro dia, porque a vida não está para desperdícios, nem para ninguém, diz que está cansada, doi-lhe a cabeça.
E é assim, mais ou menos deste tamanho, que as coisas são, embora haja algumas um pouco maiores, tais como os alfinetes de dama e os clips.
Chega-se a casa e é todos os dias o mesmo cabide onde penduro o casaco, o sofá, a televisão, tudo sempre no mesmo sítio...
Bolas... que droga... que droga... sempre o mesmo dilema. Drogas leves ou parto já para as pesadas... Tanto mais que tenho estadia paga lá para duas pessoas.
Mas partir, assim, sem cuidados não me seduz... os cortes e os ferimentos... Infecções e a sida que obriga a cuidados com os parceiros. Pelo menos, à sueca que é um jogo difícil e qualquer parceiro não serve.
Escureceu tanto que parece noite...

terça-feira, outubro 27, 2009

Poesia



Um caracol
Bicho mole
Sonolento
E muito lento
Subiu ao monte
E ficou defronte
De uma caracola
Que lhe ficou na tola

quarta-feira, outubro 21, 2009

Será...?



O Ébe Diz Ainer não sabe se há-de uébe disainar...

quarta-feira, outubro 14, 2009

Uebedisener


Onde tás para nos salvar deste furacão chamado peixe dourado?

quarta-feira, outubro 07, 2009

A ruma sões da zuzuzizinhanha



Eis o escritório de zuzuzizinhanha!

terça-feira, outubro 06, 2009

Fiz asneira


...mais uma vez:S----estava à espera de mudar o aspecto do meu e eis o que se passou...virei isto do avesso....desculpem.... a quem saiba mudar, faça-o:(((